Brasília, DF- O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi modificado ontem no Senado. Apesar de já estar em andamento, com mais de 1.200 instituições de ensino superior credenciadas, um acordo fechado no Senado para a votação da Medida Provisória alterou, mais uma vez, o percentual da receita que as instituições devem investir em bolsas para alunos carentes e criou mais um tipo. Agora, em vez de bolsas integrais e de 50%, as faculdade poderão dar também bolsas de 25%.
A proposta original feita pelo Ministério da Educação é que, em troca da isenção de alguns impostos, as instituições teriam que dar uma bolsa integral para cada nove alunos pagantes, com a possibilidade de divisão de uma bolsa em duas de 50%. Na Câmara dos Deputados, a proposta foi alterada para que as instituições possam investir nas bolsas 7% das suas receitas.
O acordo fechado ontem para votação no Senado eleva esse percentual para 8,5% da receita, mas coloca a possibilidade de bolsas com apenas 25% de desconto na mensalidade.
As mudanças no projeto incomodaram o ministério a ponto de a decisão de governo ser o veto se a proposta não voltar ao texto original no Senado - o que não deve acontecer. Ontem o ministro Tarso Genro foi a uma audiência pública na Comissão de Educação da Casa tentar convencer os senadores da necessidade de voltar ao projeto original. Aparentemente, havia convencido os senadores da comissão, dadas as manifestações de apoio que recebeu durante a sessão.
Isso, no entanto, não parece ter sido suficiente para convencer o restante da Casa - talvez pelo lobby contrário, que funcionava ao mesmo tempo em que Tarso falava na comissão. Representantes de universidades ligadas a um grande empresário paulista de ensino cercavam senadores na saída da comissão.
O relatório do senador Rodolfo Tourinho (PFL-BA), com as modificações, poderá ir a votação hoje à tarde.

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