Brasília, 18 (AE) - O Senado aprovou hoje, por votação simbólica, o projeto de resolução que federaliza a dívida previdenciária de R$ 514 milhões de Santa Catarina, mas sinalizou que poderá abrir uma luta contra a equipe econômica do governo: o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, senador Jáder Barbalho (PA), apresentou o projeto de conversão à medida provisória (MP) que permitiu a federalização, estendendo o benefício para todos os Estados.
O projeto de conversão reabre o prazo para os Estados se credenciarem a ter as dívidas previdenciárias federalizadas até 31 de janeiro. No texto da MP, este prazo havia se encerrado. Barbalho também modificou o dispositivo da MP que deixava ao exclusivo critério do Poder Executivo a colocação nos acordos globais de reestruturação das dívidas estaduais de termos aditivos. Pela versão apresentada pelo pemedebista, a União irá assumir "os débitos de natureza previdenciária junto aos institutos de previdência de seus servidores e outras dívidas cujo refinanciamento da União tenha sido autorizado pelo Senado até 31 de dezembro de 1999".
"No ano passado, o então governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB), ficou de Seca à Meca tentando resolver problemas e não conseguiu porque as autoridades governamentais fizeram ouvidos de mercador; agora, foram sensibilizadas pelos argumentos do atual governador Esperidião Amin (PPB); queremos que esta sensibilidade se espraie para todos os Estados da Nação", disse.
Aliado do ex-governador catarinense, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) pregou o endurecimento do partido em relação ao governo.
"Temos sido demasiadamente fiel ao governo; o estilo bateu-levou está prevalecendo no governo", afirmou.

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