Brasília, 23 (AE) - O Senado aprovou hoje o projeto de lei que inibe a corrupção eleitoral. A legislação institui a perda do registro eleitoral, e, em última instância, a cassação do mandato, se for comprovada a compra de votos nos casos em que o candidato oferece bem, emprego ou vantagem. A proposta, que foi apresentada por meio de uma iniciativa popular coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi criticada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), porque, segundo ele, não contempla dispositivos para conter o abuso do poder econômico.
Apesar de ter sido acolhido, o projeto contém "brechas", segundo avaliaram alguns senadores, entre os quais Heloísa Helena (PT-AL), Artur da Távola (sem partido-RJ) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Valadares chegou a apresentar uma emenda definindo a perda de registro e mandato de candidatos que promovessem propaganda de boca-de-urna.
Ele, no entanto, retirou a proposta antes da votação. Mesmo com os questionamentos jurídicos, o que prevaleceu foi a tese de que a proposta deveria valer para as eleições do próximo ano. Os senadores José Eduardo Dutra (PT-SE) e Pedro Simon (PMDB-RS) fizeram um apelo para que o projeto de lei passasse a vigorar a tempo das eleições municipais de 2000.

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