Brasília - O Senado aprovou ontem, em votação simbólica, projeto de lei que proíbe o porte de armas, restringe a posse e marca, para outubro de 2005, um referendo em que a população decidirá se a comercialização do projeto para particulares deve ser suspensa definitivamente conforme está consignado na proposta.
A aprovação era dada como certa há uma semana, apesar de os senadores terem se dedicado a um dia inteiro de discursos e apartes. Falaram do que chamaram de grandes avanços do projeto, da necessidade de desarmar o país, apresentando a proposta como um dos meios mais eficazes de combate à violência.
O principal elogio, repetido diversas vezes, referia-se ao esforço do texto apresentado ontem, de reunir os 77 projetos relacionados ao tema na Câmara e no Senado. O projeto ainda vai à Câmara. E haverá articulações políticas para que lá também tramite em regime de urgência. É provável que haja alterações.
O texto elaborado pelo senador Cesar Borges (PFL-BA), relator no plenário, traz algumas novidades que não constavam do projeto elaborado pelo deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), responsável pela proposta na comissão mista criada pelas presidências da Câmara e do Senado para debater e votar o tema na convocação extraordinária.

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