Senado aprova empréstimo para privatização do Besc
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terça-feira, 14 de dezembro de 1999
Por César Felício 
Brasília, 14 (AE) - O Senado aprovou hoje, por 39 votos a 19
o empréstimo de R$ 2,1 bilhões da União para o governo catarinense em troca da futura privatização do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). Com a liberação do empréstimo, que será usado para o saneamento do banco, a implantação de um programa de demissão voluntária e a transferência da carteira imobiliária da instituição para o estado, o BESC será federalizado e vendido no próximo ano.
A concessão do empréstimo foi combatida pelos senadores de oposição e pelo senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), inimigo político do governador Esperidião Amin (PPB), principalmente em razão da elevação do montante calculado pelo Banco Central para sanear o BESC de R$ 252 milhões para R$ 2,130 bilhões em apenas dois anos. A tomada do empréstimo significou um aumento de 50% da dívida do estado, que passa de R$ 4 bilhões para R$ 6 bilhões.
A operação foi defendida pelo presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Para o senador, se o empréstimo fosse negado, o BESC seria liquidado extra-judicialmente e o resultado seria "o fim da economia catarinense". "É a tragédia, é o caos, é a ruína das empresas e das nossas viúvas", disse o senador, com a voz embargada. Segundo Bornhausen, "os primeiros a pedir a federalização do banco foram os próprios funcionários e os correntistas", disse. O senador disse que , dos R$ 2,1 bilhões do empréstimo, R$ 420 milhões servirão para custear o PDV, R$ 100 milhões formarão uma reserva de contingência e R$ 250 milhões para a compra da carteira hipotecária. Cerca de R$ 1 3 bilhão correspondem efetivamente à dívida do BESC.


