A votação da regulamentação dos planos e seguros de saúde, marcada para ontem na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi adiada para a convocação extraordinária do Congresso, em janeiro. O presidente da comissão, senador Ademir Andrade (PSB/PA), disse ter mudado a data a pedido do líder do governo no Senado, Élcio Álvares (PFL/ES).
‘‘O assunto é polêmico’’, justificou o líder, ao requisitar mais prazo para analisar a proposta aprovada pelos deputados e as sugestões. A uma semana do recesso, os senadores se dizem sem tempo para uma discussão mais profunda sobre planos de saúde.
Além disso, integrantes da própria base governista não estão satisfeitos com o voto em separado apresentado pelo senador Romero Jucá (PFL/RR), como alternativa ao parecer do relator Sebastião Rocha (PDT/AP). O voto de Jucá preserva praticamente todo o texto vindo da Câmara, mas há quem pretenda mais modificações, para beneficiar o consumidor. Álvares reafirmou hoje que a intenção do governo é aprovar o texto vindo da Câmara, porém reconhece que aprimoramentos podem ser aceitos.
O adiamento da votação agradou a todos, de governo a representantes das usuários e das empresas, que chegaram a ir à comissão. O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Eurípedes Carvalho, observou que a divergência na base do governo permitirá uma discussão mais demorada dos planos de saúde.

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