Porto Alegre, 14 (AE) - Representantes de universidades, instituições de pesquisas e empresas e produtores reunidos desde ontem (13) em Pelotas (RS) aprovaram um documento em que defendem a pesquisa, produção e rotulagem de produtos transgênicos no Brasil. O documento, denominado "Agenda de Pelotas", destaca as "potencialidades" do uso dos transgênicos na melhoria da qualidade nutricional e farmacêutica dos alimentos depois de vencida a etapa atual, na qual o foco está centrado sobre a redução de custos da lavoura a partir da substituição ou diminuição da aplicação de insumos. A "Agenda de Pelotas" assinala ainda que os principais competidores das exportações brasileiras produzem organismos transgênicos com "grande aceitação entre produtores e consumidores". Defende que os setores acadêmicos devem agir de acordo com os interesses dos consumidores, "especialmente os mais pobres", mas "também atender à geração de emprego e renda dos agricultores". Críticas - Com 17 pontos, o documento critica os posicionamentos de governos e instituições contra a pesquisa de produtos geneticamente modificados com base em "paixões transitórias, questões ideológicas e lutas pelo poder". Faz também uma ressalva à atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que "embora reconhecidamente competente", necessita de mecanismos de comunicação "mais claros e eficientes" para esclarecer e dar segurança aos consumidores.
O Seminário Internacional sobre Produtos Transgênicos foi promovido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Entre os palestrantes e debatedores estavam representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Embrapa, do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Sociedade Rural Brasileira, da Monsanto, Novartis e AgrEvo. Também falaram especialistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), do Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai e do Departamento de Genética da Universidade de Córdoba
da Espanha.

mockup