Seminário discute direitos sexuais de deficientes
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Agência Brasil 
Brasília - Garantir que pessoas com qualquer tipo de deficiência tenham seus direitos sexuais e reprodutivos encarados no âmbito dos direitos humanos é o principal objetivo do 1º Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos de Pessoas com Deficiência. O eventou começou ontem, em Brasília, e prossegue até amanhã.
Conforme o Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, o importante é fazer com o que era considerado compaixão e assistencialismo passe gradativamente a ser encarado como direitos humanos e cidadania. Segundo a secretaria, atualmente 10% da população mundial têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 650 milhões de pessoas.
Para o presidente da Comissão Intersetorial de Saúde, Volmir Raimondi, a realização do seminário é uma iniciativa ousada e extremamente importante. Ainda hoje, os deficientes são considerados por muitos como pessoas assexuadas, o que é um absurdo, avalia.
O pesquisador Rodrigo Luiz Alves, que tem Síndrome de Down, defende que as idéias discutidas no encontro não fiquem apenas no papel. Acredito que políticas públicas não devam ser construídas apenas com decretos, mas sim após discussões e debates. São necessárias articulações para a implantação das ideias que surgirem no seminário e, assim, o tema pode ganhar mais visibilidade, propõe.
Durante o seminário serão discutidos temas como paternidade e maternidade de pessoas com deficiência e saúde sexual de adolescentes, entre outros.


