Dois sistemas meteorológicos vão impactar o tempo no Paraná nesta semana. A combinação de uma frente fria que avança sobre o oceano, com um sistema de baixa pressão que se forma sobre o Paraguai, fará com que o sol fique escondido atrás de forte nebulosidade. As temperaturas ficam mais baixas e há previsão de chuva em todas as regiões paranaenses. Em Londrina, chuva dá as caras na terça e quarta, e depois retorna no fim de semana.

“A combinação desses dois sistemas contribui para que, em níveis mais próximos à superfície, ocorra o ingresso de umidade do oceano, que acaba mantendo a nebulosidade mais concentrada na faixa Leste (entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral), enquanto o sistema de baixa pressão favorece o ingresso de umidade da Amazônia para o interior do Paraná”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

Na segunda-feira, Londrina registrou garoa durante a tarde. A previsão indica que a semana continuará com bastante instabilidade. Para terça-feira, o Simepar aponta céu nublado com possibilidade de chuvas fortes ao longo do dia. A umidade relativa do ar deve variar entre 59% e 97%, com precipitação acumulada prevista de 15,3 mm e probabilidade de chuva de 97%. Na quarta-feira, o cenário se mantém semelhante, com umidade ainda mais elevada, entre 71% e 99%, mesma precipitação acumulada e alta chance de chuva.

A partir de quinta-feira, a instabilidade diminui. O Simepar prevê dia seco, com probabilidade de chuva praticamente zerada, umidade relativa entre 66% e 96% e nenhuma precipitação acumulada. Na sexta-feira, pequenas pancadas são esperadas, com 2 mm de precipitação e probabilidade de chuva de 79%.

O fim de semana promete retorno das chuvas. No sábado, a umidade deve variar entre 76% e 96%, com precipitação acumulada de 22,1 mm e 97% de chance de chuva. No domingo, a condição de instabilidade continua, com umidade entre 63% e 99%, mesma precipitação acumulada e alta probabilidade de chuva. Já as temperaturas devem ficar entre 16° e 27°C entre esta terça-feira e domingo.

Estado

A frente fria já começou a impactar o Paraná no sábado (25), com acumulados abaixo de 20mm principalmente nas regiões Oeste e Noroeste. No domingo (26) os maiores acumulados de chuva foram em Campo Mourão (51 mm), Nova Tebas (Inmet) (36,8mm), Altônia (34,8mm), Campina da Lagoa (Inmet) (33,6mm), e Cruzeiro do Iguaçu (30,2mm).

Além de Cornélio Procópio, Guaíra, Maringá e Paranaguá, que já tinham alcançado a média histórica de acumulado de chuva para outubro onze dias antes do mês acabar, com a chuva deste fim de semana outra estação atingiu a média histórica: em Altônia, a média para outubro é de 215,9mm, e já choveu 252,6mm.

Na terça-feira (28), no Interior, as instabilidades aumentam e a chuva pode vir a qualquer momento do dia. “O risco de alguma tempestade é um pouco maior, em virtude da circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera trazendo umidade, que acabam contribuindo para a formação de áreas de chuva. No Oeste, Sudoeste, Noroeste, e nos Campos Gerais, a possibilidade de fortes rajadas de vento é um pouco mais baixa, mas não se descarta a ocorrência de alguma precipitação de granizo”, ressalta Samuel.

Na região Leste as temperaturas não sobem na terça, e a chuva também ocorre em vários momentos do dia. Na quarta-feira (29), a nebulosidade ainda se faz presente e a chuva será ocasional. O tempo fica abafado no Interior do Estado, com máximas perto dos 28°C no Oeste e Noroeste, e perto dos 20°C no Leste.

Na quinta e na sexta-feira (31), a chuva diminui, e ocorre de forma isolada. As temperaturas ficam um pouco mais baixas no Centro-Sul, nos Campos Gerais e na RMC, com mínimas entre 10°C e 12°C.

Simepar

Com uma estrutura de 120 estações hidrometeorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.(Com Agência Estadual de Notícias)

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