Abertura do evento contou com a presença de aproximadamente 80 pessoas, na maioria jovens
Abertura do evento contou com a presença de aproximadamente 80 pessoas, na maioria jovens | Foto: Pedro Marconi



Após muita polêmica e adiamento, a PUC (Pontifícia Universidade Católica), campus Londrina, iniciou nesta segunda-feira (2) a Semana LGBT em clima de tranquilidade. O evento estava previsto para acontecer na primeira quinzena de setembro, porém foi transferido depois de um abaixo-assinado on-line ser organizado. Mais de 10 mil assinaturas foram registradas condenado a temática na instituição.

Arcebispo da Arquidiocese de Londrina, d. Geremias Steinmetz iria fazer a abertura do evento, porém por motivo de viagem foi representado pelo padre Rafael Solano, pároco da paróquia São Vicente de Paulo, na zona sul. O sacerdote leu uma mensagem deixada pelo arcebispo, no qual ele defendeu a importância do diálogo no meio acadêmico, em especial o católico.

"O diálogo aberto cria pontes e vence barreiras ou qualquer tipo de agressão. Nosso único objetivo é promover o encontro, assim como Jesus, que sempre foi até os marginalizados e os pequenos. Espero que a semana seja, além de reflexão acadêmica, de reflexão humana, sem brigas ou desavenças", pediu.

Segundo a diretora do campus Londrina, Nádina Moreno, a polêmica que envolveu a Semana LGBT precisa ser superada para que o foco principal seja a discussão sobre a diversidade. "Vivemos em uma era com muitas transformações em suas mais diferentes formas. É notório a dificuldade do ser humano em aceitar o diferente. Discutir sobre isso jamais irá desrespeitar os valores cristãos ou a universidade. Precisamos entender um pouco mais sobre o mundo plural e isso é hoje, não amanhã", destacou.

A abertura contou com a presença de aproximadamente 80 pessoas, na maioria jovens. Membros de grupos sociais ligados à causa LGBT, padres e funcionários da instituição também formaram a plateia. "É necessário falarmos sobre isso para sair de um ambiente de ignorância sobre este assunto. As pessoas não conhecem a realidade deste público", disse a estudante de direito Marcele Gil de Biancio.

Além de um fala inicial de membros da universidade, movimentos sociais e arquidiocese, a abertura contou com uma vivência LGBT a partir da perspectiva dos acadêmicos. "Esta temática pertence a todos e não somente a quem é considerado diferente. Vamos continuar lutando pelos alunos, principalmente os individualizados", afirmou Karina Verrilo Araújo, vice-presidente do DCE (Diretória Central dos Estudantes) da PUC.

A programação do evento inclui um Cine Debate, palestra sobre a saúde física e psíquica do público LGBT, conversa sobre a cidadania desta população e discussão da identidade trans, aguardada para o encerramento, na sexta-feira (5), às 19h. Neste dia ainda haverá um abraço simbólico pela paz no campus.

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