São Paulo, 20 (AE) - O mercado de juros entra hoje na contagem regressiva para a reunião do Copom, na próxima quarta-feira, que definirá a taxa Selic. As opiniões dos analistas ouvidos pela Agência Estado são de que o BC decidirá por um corte na taxa entre 0,25 ponto e 0,5 ponto. Segundo esses profissionais, a hipótese de manutenção da taxa é levantada por poucos no mercado e seria, caso confirmada na reunião, uma surpresa para a maioria dos players. Os operadores dizem que um dos fatores que justificaria um corte na taxa é a estabilidade do câmbio, que hoje voltou a abrir em baixa de 0,05% a R$ 1 8780. Os profissionais têm a percepção de que, agora, além dos leilões de NBCE para hedge, o fluxo positivo de recursos está colaborando apra depreciar o dólar frente ao real. Os últimos índices de inflação da Fipe e FGV (IGP-M) também têm apontado para inflação declinante, o que reforça a idéia de ligeira baixa da Selic. Hoje, a Fipe divulgou a segunda prévia do mês de setembro, de 0,67%, que ficou ligeiramente acima do esperado pelo mercado. Ainda assim, os profissionais continuam apostando que a inflação do mês fechará dentro das previsões, que apontam para uma taxa inferior à de agosto. O clima político - embora ainda não absolutamente equalizado, mas mais tranquilo do que na última reunião do Copom -, também seria um ponto a favor do corte da Selic. Sem falar no fato de uma queda de taxa de juros, mesmo pequena e insuficiente para atingir os juros pagos pelo consumidor, pode ser uma notícia positiva em um momento de baixa popularidade do presidente da República. Operadores também dizem que o fato de o cenário externo estar apresentando melhora de humor desde o final da semana passada, quando o dólar voltou a subir frente ao iene, abrem espaço para corte da Selic. O principal se não para esse cenário de relativa tranquilidade é a questão do petróleo, que se mantém em alta. Na quarta-feira, haverá reunião da Opep, que será acompanhada pelo mercado com a mesma atenção que a reunião do Copom

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