Os 55 mil agentes comunitários de saúde vão ajudar o Ministério da Educação no esforço para matricular no ensino fundamental crianças de 7 a 14 anos atualmente fora das escolas. O objetivo do governo com o Programa Toda a Criança na Escola é reduzir, no início de 98, de 2,7 milhões para 1,2 milhão o número de excluídos do sistema educacional.
Ontem os ministros da Educação, Paulo Renato, e da Saúde, Carlos Albuquerque, acertaram a parceria. Os agentes atuam em 2.084 municípios e, a partir de janeiro, devem visitar em torno de 8 milhões de residências em busca de crianças não matriculadas.
PostosOs agentes comunitários também foram chamados a apoiar a semana da matrícula, entre os dias 7 e 14 de fevereiro. Seguindo um exemplo do Ministério da Saúde, o governo vai montar postos de matrículas em todos os municípios onde há crianças fora da escola. Esses postos terão também a função de definir a melhor estratégia para acomodar as crianças, de acordo com a situação causadora da exclusão.
Dentre as 2,7 milhões de crianças que segundo o IBGE estão fora da escola, 80% já haviam frequentado as salas de aula, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC. A repetência crônica, o trabalho infantil, a distância entre a moradia e a escola, estão entre os motivos do abandono ou da exclusão.
Para o ministro da Educação, o problema de crianças fora da escola não está relacionado à falta de vagas. Ele disse que o governo se preparou para o desafio de reduzir a ‘‘exclusão social’’, citando o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental como fonte de financiamento a partir de 1998.

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