Brasília, 24 (AE) - A semana começa tranquila no Congresso. A Câmara dos Deputados e o Senado realizarão, hoje, apenas sessões não-deliberativas, destinadas a procedimentos administrativos e a debates entre os parlamentares. As primeiras atividades estão previstas para a tarde, como a realização, no Senado, de sessão da CPI dos Judiciário, às 15 horas, e de uma sessão extraordinária da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para ouvir o presidente do BNDES, José Pio Borges.
Esta sessão, marcada para as 17h30, foi provocada por um requerimento do senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), que quer esclarecimentos sobre a distribuição dos recursos do BNDES entre as regiões do País, e outro requerimento, este do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que deseja obter explicações sobre a troca de papéis de empresas, planejada pelo BNDES. O senador petista quer saber, entre outros, por que o BNDES decidiu sediar nas Ilhas Cayman a empresa que lançará os títulos no mercado internacional e, ainda, se haverá concentração econômica com a medida.
O presidente da CPI dos Bancos, senador Bello Parga (PFL-MA), está neste momento reunido em seu gabinete com assessores da comissão para preparar a sessão de amanhã, em que será novamente ouvido, desta vez em sessão fechada, o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que esteve na CPI na semana passada, quando apresentou dados sobre a evasão, sonegação e elisão fiscal e apresentou sugestões para melhorar a legislação tributária do País.
O relator da CPI, senador João Alberto Souza, (PMDB-MA), só deve chegar ao Congresso à tarde. A CPI do Judiciário ouvirá hoje, às 15 horas, o procurador da República Daniel Sarmento e o jornalista José Eduardo Homem de Carvalho sobre a venda de votos no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.

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