Londrina - José Faraco está completando um ano à frente da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e ainda não conseguiu eliminar os pombos da Área Central de Londrina, objetivo traçado por ele mesmo quando assumiu o cargo. Em 15 de junho de 2010, o engenheiro agrônomo assumiu a Sema e retomou a discussão sobre o abate dos pombos.
Neste período, a Sema instalou pombais na Área Central da cidade e até recebeu licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para abater as aves. No entanto, entraves técnicos e financeiros impediram que o projeto fosse levado adiante.
Agora, a Sema tenta adotar uma nova técnica. Um repelente de pássaros vem sendo usado nos troncos das árvores do Bosque. O produto gruda na pata das aves provocando repulsa. ''Vamos fazer um estudo por meio de amostragem. O teste feito mostrou eficiência'', revelou.
Para moradores consultados ontem pela reportagem da Folha de Londrina, o abate é o método mais eficaz para reduzir a superpopulação de pombos em Londrina.
''Somente através do extermínio é possível controlar o aumento do número de pombos, pois a população de aves é muito grande e a sujeira deixada por elas também'', queixa-se o comerciário Maicon Luiz Angelosi.
Para a dona de casa Fátima Aparecida Soares, o importante é resolver o problema de forma rápida e eficiente. ''O abate seria a melhor alternativa. Ninguém mais aguenta conviver com o mau cheiro causado pelas fezes dos pombos'', reclama.
Já o vigilante Tnehmi do Carmo Ferreira acredita que o ideal é fazer o controle da procriação das aves. ''Poderiam fazer uso de algum hormônio ou anticoncepcional que impedisse os pombos de procriarem'', aconselha.
(Marcos Roman/Reportagem Local)

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