Londrina - A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) iniciou ontem pesquisa na tentativa de reduzir a população de pombos da espécie Columba livia, também conhecidos como pombos domésticos, do Centro de Londrina.
A experiência foi feita com nove aves que ocupavam o pombal instalado pela Prefeitura no Cemitério São Pedro (Centro). Elas receberam anilhas e foram transportadas para a Zona Rural. ''As aves foram deixadas em uma área de reserva legal localizada a 50 quilômetros da zona urbana, atrás do Distrito de São Luiz'', comentou o comandante da 2 Companhia de Polícia Militar Ambiental, capitão Ricardo Eguedis.
O objetivo é verificar se as aves permaneceriam na zona rural, onde podem encontrar alimentos, e a quantidade delas que voltaria para a cidade. Os estudiosos destacam que pode haver predadores naturais para esse tipo de pombo no campo, o que ajudaria no controle da população desses animais.
A Sema não tem levantamento sobre o número de aves dessa espécie que ficam na Região Central da cidade. Porém, o estudo pode auxiliar em um possível projeto de manejo. ''É uma manejo simples, nada que demande técnica ou equipamentos. Com essa identificação vamos tentar analisar qual o tempo do possível retorno, percentual e se existe dispersão'', explicou o biólogo da Sema, Jonas Henrique Pugina.
A espécie foi escolhida por afetar negativamente a vida da população. ''A Columba faz parte da fauna sinantrópica nociva. Como é uma ave exótica, demanda de fator antrópico para viver, como alimentação, local de postura (de ovos) e abrigo que fazem parte da urbanização. E nociva porque afeta negativamente a sociedade, podendo transmitir doenças'', disse
O estudo não contempla o manejo das pombas amargosinhas (espécie Zenaida auriculata). O município chegou a solicitar uma autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), mas a licença esbarrou no alto custo do estudo solicitado pelo órgão regulador. ''Condicionantes impedem a realização do projeto'', ponderou o biólogo.

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