Sema quer erradicar árvores do Bosque
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Biólogos da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) concluíram ontem um levantamento sobre as condições de risco das árvores de grande porte do Bosque Central. O último havia sido feito em 1993.
O estudo foi apresentado aos membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), que deliberaram pelo pedido com urgência para erradicação de espécies comprometidas. A autorização será solicitada hoje ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''Observamos que muitas árvores não deveriam estar nesse contexto, já estão com estrutura ruim e, além de provocar queda, podem derrubar outras lindeiras e causar acidentes'', explicou o secretário Gilmar Domingues.
A promotora de Meio Ambiente, Solange Vicentin, não vê objeção. ''Desde que tenha indicação técnica. Se o órgão ambiental entender que tem que haver substituição de espécies, não vejo problema.''
A análise dos biólogos foi realizada durante três visitas ao Bosque. Eles encontraram cinco exemplares caídos no interior do parque, árvores que já estavam condenadas ou caíram em algum fenômeno.
É o caso de um exemplar da canjarana, que ficava ao lado da quadra poliesportiva. A unidade caiu com o temporal do ano passado e seus galhos e tronco não foram retirados ainda em virtude de litígio na Justiça (uma ação impediu a prefeitura de reabrir a Rua Piauí e a administração deixou de fazer revitalização e benfeitorias no local).
Um timbó, com mais de 20 metros de altura, caiu há menos de 15 dias. Parte do tronco da árvore estava podre, atacado por cupins. ''Percebemos que o tronco estava danificado, com parasitas, e isso pode ter contribuído'', avaliou o biólogo Paulo Dolibaina. A queda do timbó abriu uma clareira na mata e demonstrou a falta de regeneração em parte do Bosque.
Árvores ao redor também estão com cupins. ''Na mata, a função do cupim é atacar matéria morta. Se está de forma controlada, não tem problema. Em excesso ocorre um desequilíbrio e então deve ser feito um controle'', explicou o biólogo Jonas Pugina.
O Consemma também entendeu ser necessária a realização de um plano de manejo. O último havia sido feito em 2010 e precisaria ser atualizado. O grupo deliberou pela contratação de uma empresa especializada para realizar o levantamento da área. O recurso depositado no fundo municipal do meio ambiente iria subsidiar o estudo.
O Consemma também quer realizar audiências públicas para debater a melhor forma de utilização do Bosque. ''Abrir a discussão é importante para debater a lavagem das calçadas, abertura ou não das trilhas e reformas'', concluiu Domingues.


