Londrina – A Secretaria Municipal do Ambiente está preparando um mutirão para erradicar e podar árvores nas principais avenidas, em praças, escolas, postos de saúde e no entorno do Lago Igapó . Conforme revelou ontem o secretário da pasta, Cleuber Brito, após reunião com a equipe técnica, o trabalho deve começar nos próximos dias e durar duas semanas. A prioridade é agir em locais em que há mais risco de quedas de árvores e onde os exemplares ameaçam mais pedestres e motoristas. A primeira área a receber a equipe de técnicos e de operários da Sema será o entorno dos lagos Igapó. De acordo com Brito, primeiro os técnicos irão ao local fazer as vistorias e, logo em seguida, já começa a operação de poda ou erradicação.
Um dos principais desafios da Sema, o manejo da arborização urbana esbarra na falta de pessoal e de equipamentos para avançar. O mutirão, por exemplo, deve ser feito por uma equipe de apenas oito servidores e usar maquinário emprestado da Secretaria Municipal de Obras para remover troncos e transportá-los. Ainda assim, o objetivo de Cleuber Brito é "zerar" a demanda nas áreas em que o mutirão passar.
No total, 3,4 mil pedidos de podas de árvores em via pública aguardam na fila de espera na Sema. O volume é tão grande que se o órgão "congelasse" a demanda levaria 136 semanas – mais de dois anos e meio - para ser atendida.
Em janeiro, a execução do serviço foi incipiente. Foram apenas 49 podas e cinco erradicações, além do recolhimento de galhos em outros 119 exemplares. No mesmo período, no entanto, a Sema conseguiu emitir 296 pareceres autorizando o corte. "Isso mostra que nosso problema se concentra na execução do manejo. Temos pouca gente e uma estrutura deficiente. O ritmo de emissão dos laudos não nos preocupa."
O diagnóstico definiu uma nova estratégia da Sema para lidar com o problema. A secretaria deve convocar todos os que protocolaram o processo de poda e erradicação para informá-los de que podem contratar uma empresa particular para realizar o serviço, que custa cerca de R$ 400,00 (incluindo também a responsabilidade de destinar adequadamente os galhos).
Segundo as estatísticas do órgão, 25% das podas autorizadas são feitas pelas cinco empresas credenciadas. A Sema quer aumentar este número, embora não tenha estabelecido uma meta.
Para incentivar o cidadão a colaborar no esforço de redução da demanda, a secretaria também planeja uma campanha de divulgação em rádios e TVs. "Muita gente ignora o fato de que não é só a Sema que realiza o serviço. Queremos esclarecer isso àqueles que podem pagar pelo serviço", afirmou o secretário.
No site da Sema, no entanto, o link que aponta a existência de uma lista de lenhadores autorizados a realizar o serviço está em branco. O secretário se comprometeu a atualizá-la nos próximos dias. Cleuber Brito também lembrou que o número de credenciados já foi bem maior. De 20 caiu para 5 por causa de problemas na documentação. "Mas eles têm capacidade de atender a demanda", assegurou o secretário.

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