Londrina - A Secretaria do Ambiente (Sema) notificou sete construtoras responsáveis pelas obras de 21 edifícios e 9 estabelecimentos de lava-rápido localizados nas imediações do Lago Igapó 2 por irregularidades que causam danos ao ambiente. As empresas têm sete dias para adequarem os pontos colocados no laudo técnico entregue pelos fiscais.
De acordo com o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, as construtoras foram notificadas por despejo irregular de areia em bueiros ligados à rede pluvial e armazenagem irregular de argamassa ou pedriscos. ''O despejo irregular destes produtos na rede pluvial, com as chuvas, ocasiona assoreamento dos lagos. Há uma quantidade enorme de resíduos que está indo para lá'', apontou.
Pereira ressaltou que os lava-rápidos e os edifícios também são responsáveis pela contaminação do lago por produtos químicos e óleo. O responsável pelo setor de fiscalização, Luiz Campanhã Filho, afirmou que foram encontrados lava-rápidos com caixas de contenção menores do que estabelece o Código de Posturas do município, casos em que a área de lavagem não é coberta e alguns estabelecimentos sequer possuíam alvará de funcionamento.
Campanhã Filho expôs que o trabalho da Sema na região começou em julho e não tem prazo para acabar, uma vez que será realizado em toda a cidade. ''Só para se ter uma ideia, existem 316 lava-rápidos em Londrina. Além deles precisamos vistoriar também os postos de combustíveis'', explicou.
Caso seja constatado que há despejo irregular de substâncias na rede pluvial, os técnicos notificam as construtoras e coletam amostras dos produtos para encaminhar a exames laboratoriais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Dependendo dos produtos despejados e da gravidade do crime ambiental, o valor da multa pode chegar até R$ 50 milhões.
Campanhã Filho relatou que algumas empresas já realizaram as modicações propostas e solicitaram uma segunda vistoria, que será realizada na semana que vem.

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