Londrina - A Secretaria Municipal do Meio Ambiente encaminhou ontem uma autuação ao Ecomercado Palhano que, segundo o órgão, seria responsável pelo despejo irregular que atingiu o Lago Igapó II na última sexta-feira. O empresário Raul Fulgêncio, gestor do empreendimento, recusou-se a assinar a lavratura da multa no valor de R$ 20 mil alegando estar sendo vítima de ''pessoas mal-intencionadas.''
Na sexta-feira, uma mancha branca se formou no Lago Igapó II devido a água com espuma que escorreu da galeria de águas pluviais. ''Fui até o local e constatei que o material vinha do Ecomercado Palhano. Perguntei o que estavam usando para lavar o prédio e um funcionário me disse que era detergente'', informou o secretário municipal do Meio Ambiente, José Novaes Faraco. A empresa tem 20 dias para contestar a multa na Justiça ou 30 dias para efetuar o pagamento.
A dois dias da inauguração do Ecomercado, o empresário Raul Fulgêncio contesta a versão de Faraco. ''Essa acusação é um absurdo. Eu disse que só assinaria a autuação se os fiscais encontrassem alguma irregularidade na obra, eles fizeram toda a vistoria e não acharam nada'', alegou. Ele destacou que desde o empreendimento tem sido premiado nacionalmente por seu conceito de sustentabilidade. ''Achei que eu estava recebendo a visita de representantes da prefeitura para me parabenizar pelo empreendimento, que é motivo de orgulho para Londrina. Mas infelizmente estou sendo vítima de gente irresponsável, inconsequente e mal-intencionada.''
O presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consema) também ''estranhou'' a autuação. ''Antes de aplicar a multa seria necessário esperar a análise laboratorial para identificar o tipo de substância química que poluiu o lago para depois investigar se o mesmo produto foi usado pela empresa'', afirmou Fernando Barros.

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