Sema inicia captura de capivaras no Arthur Thomas
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terça-feira, 29 de novembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os casos de febre maculosa registrados no país este ano ampliaram os cuidados com animais silvestres selvagens como as capivaras, hospedeiras do carrapato que transmite a doença. Ontem, os funcionários do Parque Arthur Thomas (Zona Sul de Londrina) e policiais florestais, que até então estavam mais acostumados com o monitoramento à distância desses animais, iniciaram uma experiência inédita. Para fazer o tratamento com carrapaticida e coletar material para análise, eles terão que capturar mais de uma dezena de exemplares do roedor que vivem no local.
A operação de captura foi deflagrada no início da noite porque as capivaras têm o hábito de pastoreio noturno e neste horário ficam mais vulneráveis às redes e armadilhas. Para ajudar no serviço, um cercado com alimentos que servem como isca para atrair os animais foi instalado próximo ao lago. Ontem, porém, as capivaras se mostraram arredias e pouco interessadas no capim e no sal colocados na armadilha. Até as 20h30, nenhum animal havia sido capturado mas a equipe de trabalho iria permanecer tentando por mais algumas horas. Outra estratégia, menos indicada, seria o uso de redes.
O diretor da Sema responsável pelos parques municipais, Sidney Bertho, argumentou que, como nunca foi realizada a tarefa de captura das capivaras do parque, a tática usada seria a da tentativa e erro. A utilização de tranquilizante não é indicada porque os roedores tendem a se lançar na água como tática de defesa e poderiam morrer afogados.
O trabalho de captura é importante porque o objetivo é tratar os roedores com carrapaticida para diminuir a infestação no parque. Nas capivaras avistadas ontem foi possível visualizar muitos carrapatos grudados principalmente nas orelhas. Estagiários de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também participaram da operação com o intuito de coletar amostras para análise em laboratório, que visam apurar se algum deles trazem a bactéria que transmite a febre maculosa. A doença já foi diagnosticada no Paraná. Bertho afirmou, entretanto, que pelas informações colhidas até o momento dificilmente as capivaras do parque teriam o carrapato-estrela contaminado. O Arthur Thomas, segundo estima a Sema, reúne entre 11 e 15 roedores da espécie.


