De dentro de um quarto do isolamento do Hospital Cristo Rei, em Ibiporã (Norte do Estado), o motorista A.R., de 41 anos, disse que por muito pouco não foi mais uma vítima das complicações respiratórias. A suspeita é de que tenha contraído o vírus H1N1. Por causa da idade, ele não havia sido vacinado.
O motorista contou que os primeiros sintomas começaram na madrugada de sexta-feira. Pela manhã, foi trabalhar mas sua situação piorou rapidamente: ''Tive dor no corpo, na cabeça, na testa, nos olhos, vômito, diarréia, febre de mais de 40 graus... Tudo isso em meia hora. Estava dirigindo e já não sabia mais o que estava fazendo''. Levado para o hospital, seguiu imediatamente para o isolamento em estado grave.
A.R. tem pneumonia, está com suspeita de tuberculose e toma medicação contra o H1N1. Só ontem começou a apresentar melhoras, mas ainda respira com dificuldade. ''O próprio médico me disse que não sabe porque eu não morri. Sempre levei uma vida de atleta, treino diariamente e participo de competições. Mesmo assim, fiquei muito debilitado. O médico disse ter 99% de convicção de que é gripe'', relatou
O chefe da 17 Regional de Saúde, Adilson de Castro, disse que não há como estender a vacinação para os grupos que ficaram de fora da agenda, porque não há estoque suficiente. ''Tanto que o Ministério da Saúde vai recorrer da liminar concedida pela Justiça Federal.'' Castro informou, porém, que os grupos sem direito à vacinação não terão maiores riscos de adquirir o vírus H1N1.(Com Silvana Leão)

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