Sem uso racional de recursos, futuro será sombrio
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Edson Luiz 
Brasília, 17 (AE) - Em 1711, o jesuíta André João Antonil orientou os agricultores sobre a melhor forma de se plantar cana-de-açúcar: "Roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando tudo que servir de embaraço." Passados 289 anos, pouca coisa mudou. Atualmente as queimadas no País continuam a ser usadas para preparar o plantio e degradando o meio ambiente."Se não aprendermos a valorizar e usar racionalmente os recursos naturais, as próximas gerações estão condenadas a um futuro sombrio", disse hoje o secretário-executivo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Garo Batmanian.
Batmanian diz, porém, que nem tudo está perdido. Basta a população e governo se debruçarem sobre algumas propostas simples. "O mais importante é valorizar o uso dos recursos naturais, como a água e o solo", diz o ambientalista, assegurando ser necessário que o governo trate a questão ambiental nas políticas setoriais. "É preciso incluí-la nas áreas de transporte, energia, agricultura e até mesmo no planejamento como um todo, não apenas dentro do Ministério ou secretarias de Meio Ambiente".
Entre outras possibilidades de preservação, Garo Batmanian cita a necessidade de a exploração dos recursos florestais ser feita de forma sustentável. "O governo tem que incentivar, ainda, a exploração agrícola nas áreas já abertas, evitando devastar a floresta", recomenda, citando, a necessidade de uma fiscalização mais sistemática na área ambiental e a exploração do ecoturismo. "Só assim diminuiremos os efeitos dos últimos 500 anos."


