Téc­ni­cos do La­bo­ra­tó­rio de Ro­bó­ti­ca da Cop­pe (pós-gra­dua­ção de en­ge­nha­ria da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral do Rio de Ja­nei­ro) es­tão de­sen­vol­ven­do um apa­re­lho pa­ra re­mo­ção de cá­ries e tár­ta­ro que dis­pen­sa o uso de bro­cas e anes­te­sia e pro­me­te re­du­zir em até 70% a sen­sa­ção do­lo­ro­sa des­ses pro­ce­di­men­tos. O equi­pa­men­to emi­te ja­to de ar com subs­tân­cia abra­si­va, que atin­ge com pre­ci­são o lo­cal da cá­rie, que é des­truí­da em se­gun­dos. O Al­lu­mi­na­jet – ba­ti­za­do des­sa for­ma por­que uti­li­za o óxi­do de alu­mí­nio co­mo ma­te­rial abra­si­vo – foi cria­do em 2001 pe­lo den­tis­ta ­Izio Ma­zur. A em­pre­sa de­le, Su­per­dont, che­gou a ven­der 300 apa­re­lhos, que tem re­gis­tro da Agên­cia de Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria, mas in­ter­rom­peu a fa­bri­ca­ção por ­duas di­fi­cul­da­des: não con­se­guiu di­vul­gar o equi­pa­men­to nem pro­du­zi-lo em es­ca­la. O Al­lu­mi­na­jet ti­nha o in­con­ve­nien­te de li­be­rar mui­ta poei­ra. Com ­apoio da Re­de de Tec­no­lo­gia do Rio de Ja­nei­ro (Re­de­tec), Ma­zur che­gou ao la­bo­ra­tó­rio da Cop­pe. No ano pas­sa­do, o pro­je­to de aper­fei­çoa­men­to do Al­lu­mi­na­jet foi con­tem­pla­do pe­lo edi­tal de ­Apoio à Ino­va­ção Tec­no­ló­gi­ca da Fun­da­ção de Am­pa­ro à Pes­qui­sa do Rio. O pro­tó­ti­po que es­tá sen­do de­sen­vol­vi­do na Cop­pe pre­vê uma cor­ti­na ­d’água, que não mo­lha o ja­to de óxi­do de alu­mí­nio, e evi­ta a dis­per­são da poei­ra. A pon­tei­ra pas­sa­rá a ser pro­du­zi­da com ma­te­rial ­mais re­sis­ten­te e não se­rá pre­ci­so o abas­te­ci­men­to ma­nual do abra­si­vo – a tro­ca se­rá fei­ta por re­fil. O apa­re­lho cus­ta­rá o equi­va­len­te a um quin­to dos si­mi­la­res im­por­ta­dos.

● A dor é reduzida porque o aparelho não toca o dente, como acontece com a broca de alta rotação. O paciente sente apenas um jato de ar

● É a destruição localizada dos tecidos dentais causada pela ação das bactérias, que transformam por fermentação restos de alimentos em ácidos

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