Três tentativas de ocupação de terra marcaram ontem o início do feriadão de carnaval, em Curitiba. Da noite de sexta-feira até o meio-dia de ontem, a prefeitura recebeu quatro denúncias de invasões, mas uma delas não foi confirmada. A maior aconteceu durante a madrugada, no bairro Pinheirinho, onde cerca de 300 pessoas, inclusive crianças, invadiram uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados.
O grupo começou a chegar ao local por volta das 24 horas e iniciou a demarcação dos terrenos onde seriam construídos os barracos. Mas depois de uma negociação que durou até a manhã de ontem, os sem-teto acabaram sendo retirados da área, pela Companhia de Choque. Com a resistência inicial, a polícia usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar as pessoas. Ninguém ficou ferido. A Polícia Militar deslocou 52 homens para o trabalho.
A área invadida no Pinheirinho pertence ao empresário Osvaldo Raksa, proprietário da madeireira Rancho Alegre, que funciona nos fundos do terreno. Como o grupo de invasores prometeu voltar, Raksa contratou serviços de uma empresa de segurança para vigiar a área 24 horas por dia.
Marta Tosta de Oliveira, que mora na Rua Gilberto Gutierrez Beltrão, que
termina na divisa com a área invadida, contou que um caminhão chegou ao local por volta das 24 horas, carregando madeiras, pás, enxadas e colchões. Os moradores estranharam o fato de que grande parte dos invasores chegaram ao local em bons carros, como Monza, F-1000, Pampa e até de Vectra. Os veículos ocuparam quatro quadras da vila.
Entre as denúncias de invasões registradas pela prefeitura, duas ficavam no bairro Santa Cândida. Uma delas atingiu um terreno da União, onde tinham sido depositadas madeiras para construção de casas, e a outra uma área da Urbs, empresa que gerencia o transporte em Curitiba. Nesta última apenas três barracos começaram a ser construídas. A terceira também apontava para o bairro Pinheirinho, mas fiscais da prefeitura foram até o local e não encontraram os supostos invasores.Albari RosaCom resistência inicial, polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas e manteve esquema de segurança nas áreasAdriana Ribeiro

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