Sem-teto cobram plano de política urbana para o País
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Agência Estado 
São Paulo
Sem-teto e moradores de cortiço de várias regiões de São Paulo se reuniram ontem à tarde na frente do prédio da Caixa Econômica Federal (CEF), na Avenida Paulista, para cobrar do governo um plano de política urbana e a criação de um fundo para financiar projetos de habitação popular. Ontem foi o Dia Mundial pelo Direito à Moradia, data criada em 96 na Conferência Habitat 2, em Istambul, Turquia.
Na avaliação dos líderes dos movimentos populares, muito pouco foi feito no último ano nesta área. Os manifestantes cobram a aprovação do projeto de lei que prevê a criação de um fundo nacional para financiar projetos de habitação, em tramitação desde 1991, e a criação de um Estatuto da Cidade que sirva como diretriz para as políticas municipais.
Durante o ato que reuniu cerca de mil pessoas, foi lida uma mensagem da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Dia Mundial pelo Direito à Moradia. O texto diz que é um momento para refletir até que ponto as propostas de Istambul para a construção de cidades mais dignas foram cumpridas. Debaixo de chuva, os manifestantes cantaram hinos do movimento sem-teto.
Uma comissão de 15 representantes dos manifestantes foi recebida pela direção da CEF. A liberação de financiamentos para projetos que atendam à população de baixa renda é uma das principais reivindicações do movimento dos sem-teto.


