Curitiba

Kraw PenasCrianças reivindicam educação para 20 mil filhos de sem-terraOs 429 ‘sem-terrinhas’ que fizeram uma passeata ontem no Centro de Curitiba querem educação para os cerca de 20 mil filhos de trabalhadores rurais que estão fora da escola no Paraná.
As crianças e adolescentes que participaram da marcha saíram da Catedral Metropolitana e caminharam em direção à prefeitura, onde conversaram com o prefeito Cassio Taniguchi. Depois, foram recebidos por assessores do governo no Palácio Iguaçu. A passeata foi uma das atividades do 1º Encontro dos Sem-Terrinhas, que termina hoje.
Segundo um dos coordenadores do evento, Nei Orzekiviski, o movimento deve apresentar um projeto de educação ao governo no início do próximo ano. Entre as reivindicações, está a implantação de escolas itinerantes para os acampamentos, interligadas a escolas fixas nos municípios.
O MST também pede recursos para instalação de creches e pré-escolas e para a implantação de bibliotecas, capacitação de professores, projetos pedagógicos, merenda e transporte escolar.
Hoje, os ‘sem-terrinhas’ vão visitar ocupações urbanas para doar alimentos dos assentamentos, o zoológico e plantar árvores na beira do Rio Bacacheri. À noite, elas retornam às regiões dos acampamentos e assentamentos.
Incra - Os sem-terra que haviam ocupado anteontem a sede do Incra, em Curitiba, aceitaram as propostas feitas pela superintendência do Instituto para que a Cooperativa dos Produtores Rurais de Reforma Agrária do Centro Oeste (Coagri) passe por uma auditoria antes de receber os recursos do Procera. Eles deixaram a sede do Incra no final da noite de terça-feira, depois de uma reunião que durou mais de 12 horas.
Ontem, uma comissão formada por integrantes do Incra chegou a Laranjeiras do Sul para iniciar a auditoria na cooperativa, prevista para ser finalizada até o início da próxima semana. Há alguns meses, o Incra recebeu denúncias de alguns sem-terra da região acusando irregularidades na gestão financeira da Coagri. Se as denúncias forem comprovadas, o dinheiro será enviado às famílias assentadas diretamente pelo Banco do Brasil.
O repasse de recursos havia ficado acertado em uma reunião ocorrida no início da semana passada, envolvendo os sem-terra e a Comissão Estadual do Procera (Cepro/PR), mas acabou sendo cancelado por um fax enviado pela comissão que alegou ‘problemas administrativos’ relacionados à empresa de financiamento da cooperativa, a Credtar.

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