Belém, 29 (AE) - A fazenda Taba, na ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, foi reocupada hoje por 600 trabalhadores rurais sem-terra que haviam sido despejados do local na sexta-feira (25) por 460 homens da Polícia Militar. Eles afirmam que voltaram à fazenda porque o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não cumpriu promessa de assentá-los em outra fazenda perto da capital. A direção do Incra em Belém informa que os trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra recusaram três áreas oferecidas.
"Para nós, do MST, foi uma surpresa a decisão corajosa tomada pelos trabalhadores, isso revela que eles estão cada vez mais conscientes de sua luta pela verdadeira reforma agrária", disse o coordenador do MST em Belém, Alcenir Monteiro. Para voltar à Taba, os sem-terra tiveram que deixar a marcha rumo a Belém, que vinha sendo feita há uma semana por 900 famílias da fazenda Bacuri, em Castanhal. Elas pretendiam acampar na frente do Incra para exigir a desapropriação da área."A marcha foi suspensa e todos retornaram de ônibus e caminhões a Castanhal", anunciou o líder da manifestação, Betinho de Souza. Em Mosqueiro, um oficial da Polícia Militar disse que para retirar os invasores do local, "é preciso nova ordem do governador Almir Gabriel".

mockup