Sem-terra reocupam Fazenda Água da Prata
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de agosto de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
Agricultores sem-terra reocuparam no último sábado a Fazenda Água da Prata, em Querência do Norte (113 km a norte de Paranavaí), onde em novembro do ano passado jagunços mataram Sebastião da Maia, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante invasão da propriedade. Segundo o presidente da União Democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Marcos Prochet, os sem-terra foram autorizados a entrar na área para colher o que plantaram durante o período de ocupação. Cerca de 300 alqueires de feijão, mandioca, milho e algodão.
Há cerca de 15 dias, de acordo com Prochet, os sem-terra passaram a impedir a entrada do administrador e dos arrendatários na fazenda. Na última quinta-feira, os donos pediram novamente a reintegração de posse e, no sábado, os sem-terra voltaram a acampar no local.
A fazenda Água da Prata tem 460 alqueires e foi ocupada pela primeira vez em junho de 1997 e desocupada em maio de 1999. Cerca de um mês depois os sem-terra voltaram para a área onde ficaram até novembro do ano passado. Uma nova tentativa de ocupação, no mesmo mês, acabou na morte de Maia. Os ''seguranças'' da propriedade, acusados da morte do líder do MST, foram presos. Ontem a Folha não localizou nenhum líder do movimento em para falar sobre a reocupação da área.


