Em reunião com o comandante do 40º. Batalhão da Polícia Militar de Votorantim, coronel Salvador Mauro Romano, lideres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) informaram que precisariam de mais uma semana para retirar as famílias da fazenda invadida. Eles comprometeram-se a entrar com petição solicitando o novo prazo.
"Estamos prontos para fazer o despejo, mas esperamos uma posição final da justiça", disse o coronel Romano. Ele contará com reforço do Batalhão de Choque da PM de São Paulo para a retirada das famílias. A juíza não quis manifestar-se sobre a eventual concessão de novo prazo aos sem-terra. Ela informara na semana passada que a liminar determinando o despejo deveria ser cumprida ao término do prazo vencido domingo.
O gerente administrativo do grupo União São Paulo, Valdir Ambrósio, contou que chegou mais um ônibus ontem trazendo novas famílias para o acampamento. "Ao invés de saírem da fazenda eles estão ampliando a invasão", reclamou.Por José Maria Tomazela Porto Feliz, 08 (AE) - As 1.200 famílias de sem-terra que ocupam desde o dia 7 de fevereiro a Fazenda Engenho Dágua, do Grupo União São Paulo, em Porto Feliz, a 130 quilômetros de São Paulo, querem mais uma semana para sair das terra. O prazo dado pela juíza Daniela Botoliero Ventrice, do Fórum local, para a desocupação da fazenda, venceu à meia-noite de domingo.

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