Sem-terra querem agilidade do TJ
Sem-terra querem agilidade do TJ
Guilherme Vieira
Lideranças paranaenses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) querem mais agilidade na apuração das mortes resultantes de conflitos no campo. Esse pedido foi feito ao presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), Henrique Lenz César,. Ele recebeu ontem uma relação com os nomes de 132 trabalhadores assassinados em conflitos relacionados à questão agrária durante o governo de Fernando Henrique Cardoso que, segundo as lideranças, não foram punidos pela lei.
Em seguida a comissão foi até a Procuradoria Geral do Estado pedir mais rigor nas ações dos promotores públicos na apuração das mortes ocorridas no Paraná, e a liberação de Nelson Bueno, único integrante do MST que continua preso. O coordenador estadual do MST, Roberto Baggio, informou que essa mobilização faz parte dos diversos atos comemorativos ao Dia Internacional pela Reforma Agrária. Como continuação das comemorações, às 19 horas foi realizado um culto ecumênico em frente à Catedral de Curitiba em memória das vítimas. Baggio informou que, pela manhã, foi realizada uma manifestação no Centro Cívico da capital com a presença de 400 pessoas, inclusive professores da Universidade Federal do Paraná que estão em greve.
Durante encontro com o representante do Ministério Publico, o promotor Moacir Nogueira, a comissão de manifestantes se queixou da presença constante da polícia como forma de pressão contra o MST. Eles reclamaram que em um primeiro momento foram proibidos de entrar no prédio que funciona o TJ. Viemos aqui para reclamar do tratamento diferenciado que temos recebido durante o processo de luta pela terra e acabamos barrados, queixou-se o presidente da CUT-Paraná, Roberto von der Osten.
Nogueira prometeu levar as reclamações ao procurador geral do Estado, Gilberto Giacóia, que não estava em Curitiba. (Leia mais sobre a manifestação pelo Estado no caderno Folha Cidades)





