Cerca de 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam ontem a praça central de Congoinhas (55 km ao sul de Cornélio Procópio). O grupo faz parte do assentamento Carlos Lamarca e reivindicava, segundo a Polícia Civil, um aval do Sindicato dos Trabalhadores Rurais para obtenção de um financiamento. O filho do presidente da entidade foi retido pelos manifestantes.
A ocupação da praça começou por volta das 10 horas da manhã e só terminou após as 17 horas, depois de negociações com representantes da polícia Civil e do judiciário local.
Segundo o delegado Vilson José Seger, o presidente do sindicato, Eduardo Alves, havia pedido documentos e laudos para dar o aval para o financiamento.
Revoltados com a decisão e o não comparecimento de Alves ao sindicato, os sem-terra tomaram a praça e retiveram o filho do presidente.
Segundo o delegado, o impasse só chegou ao fim após contato com a gerência regional do Banco do Brasil, onde o financiamento havia sido requerido, e com a aceitação de Alves em liberar os documentos para os assentados.
O delegado ainda não havia definido ontem se o grupo será responsabilizado criminalmente pelo protesto. ''Agora vamos analisar o caso e verificar quais medidas podem ser tomadas'', afirmou o delegado.
A Folha tentou com contato telefônico com Eduardo Alves diversas vezes. Em todas as ocasiões a reportagem foi atendida por um rapaz que se identificou como sendo o filho do presidente e se recusou a dar entrevista, alegando que tinha muitos atendimentos a realizar.

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