Sem-terra protestam contra prisões e demora na reforma agrária em SP2/Mar, 20:04 Por Uilson Paiva São Paulo, 02 (AE) - Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) de várias regiões do Estado de São Paulo fizeram hoje uma passeata até a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no bairro de Santa Cecília, na capital. Os motivos do protesto eram a "falta de agilidade" do Incra no assentamento de famílias, a prisão de seis integrantes do MST (em razão da depredação do pedágio da Rodovia Castelo Branco, em 10 de novembro) e a falta de liberação de recursos para infra-estrutura nos assentamentos. Depois de duas horas de espera, uma comissão dos sem-terra reuniu-se com o superintendente-adjunto do Incra, Ivan Valenza. Os integrantes do MST saíram da reunião insatisfeitos. "Não conseguimos nada concreto, nem mesmo marcar uma reunião com o presidente do Incra em Brasília", disse João Paulo Rodrigues, da direção estadual do MST. Caso não obtenham ãmanhã (03) uma resposta sobre a audiência em Brasília, os sem-terra prometem acampar na frente da sede do Incra. Valenza afirmou que, ao contrário do que divulga o MST, 1.362 famílias foram assentadas no ano passado. De novembro até fevereiro, disse, quatro áreas, que somam 4.388 hectares, também foram desapropriadas para alojar 210 famílias.