Sem-terra protestam contra corte de verbas e custeios agrícolas no CE
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terça-feira, 09 de março de 1999
Por Rodolfo Spínola, especial para a AE 
Fortaleza, 10 (AE) - Cerca de 800 trabalhadores sem-terra e assentados de vários municípios cearenses estão acampados em frente a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Fortaleza. Eles protestam contra o corte de verbas e custeios agrícolas. No final da tarde, líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foram recebidos por dirigentes do Incra e do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace) para uma primeira rodada de negociação. Amanhã, haverá nova reunião.
Segundo Vilanice Oliveira, líder local do MST, o movimento quer que o governo federal garanta a manutenção das frentes produtivas de trabalho, a renovação do convênio com o Estado para a alfabetização de jovens e adultos, a imediata liberação de três sem- terra presos desde setembro do ano passado, quando de um conflito armado ocorrido em Moitas, distrito de Amontada e a desapropriação e emissão de posse de quatro fazendas. O MST está exigindo também a distribuição de cestas básicas. água - Em Itaiçaba, a 170 quilômetros de Fortaleza, o vice-prefeito João Barbosa Neto informou que "a situação de abastecimento de água no assentamento "Meio Afonso" é dramática porque as águas do rio Palhano apresentam um alto teor de salinidade. Segundo ele, o desvio de uma adutora que dá acesso ao Canal do Trabalhador que está sendo construída e a prefuração de poços profundos, minimizaria o problema.


