Curitiba, 28 (AE) - O Movimento dos Sem-Terra (MST) programou para amanhã à tarde, em Curitiba, uma manifestação de repúdio pela retirada do acampamento instalado desde 8 de junho na frente do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná. No ato, deverá estar presente d. Tomás Balduino, presidente nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que viajou às pressas de Goiânia, quando soube da operação.Também são esperados para o ato d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo; o senador Eduardo Suplicy; e o ex-deputado e líder petista Plínio de Arruda Sampaio.
Os trabalhadores - 800, segundo o MST, e 500 para o governo do Estado - foram desalojados na madrugada de sábado e levados em 12 ônibus para seus locais de origem. Os líderes do movimento passaram o domingo reunidos.
A Associação Direito e Cidadania, que reúne advogados e está assessorando o MST, contesta o mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça em 28 de junho e pretende entrar com ação também pedindo indenização para os sete sem-terra que foram presos e pelas perdas sofridas pelas famílias. Todos foram soltos sob fiança.
A Comissão Nacional formada pela CPT e pelo MST, com apoio dos bispos e políticos, também pediu audiência com o governador Jaime Lerner, para as 16 horas de amanhã.
Rio - Pelo menos 150 famílias ligadas ao MST ocuparam, na madrugada de hoje, a Fazenda SantAna, no município de Miguel Pereira, região serrana do Rio. Segundo informações do movimento
a propriedade está totalmente abandonada e pertenceria a Wouten Praten. O Estado não conseguiu localizar o suposto proprietário. Os sem-terra já começaram a limpar a área para plantar. De acordo com o 10º Batalhão da Polícia Militar, a ocupação foi pacífica.

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