O delegado José Eduardo Rocha, de Iguatemi, município situado a 481 quilômetros de Campo Grande, na região sul do Estado, recebeu, no início da noite, dez pessoas do grupo de sem-terra acusado de participação no assassinato do administrador da Fazenda Rancho Loma, Luiz Correa da Silva. Cerca de 30 pessoas são suspeitas de envolvimento no crime. O delegado afirmou que os depoimentos prosseguiriam durante toda a noite e só deveriam ser concluídos na madrugada de hoje. -
Segundo orientação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri-MS), o depoimento em bloco pode facilitar a vida dos supostos agressores. O presidente da entidade, Geraldo Teixeira de Almeida, disse ontem que não apóia criminosos e colocou a organização à disposição das autoridades para que o caso seja elucidado o mais breve possível. Almeida, porém, afirmou que ‘‘o maior culpado é o fazendeiro que mandou os peões soltarem o gado em cima dos sem-terra. Sabendo dessa disposição, o grupo de agressores cercou os bois antes de chegar no acampamento para evitar maiores consequências’’, disse.

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