Sem-terra pedem maior rapidez nos processos de desapropriação
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2002
Jô Pasquatto Agência Estado 
São Paulo - Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), entre eles José Rainha Júnior, reuniram-se ontem com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e secretários estaduais. A principal reivindicação do MST é a aceleração dos processos de desapropriação e de assentamento na região do Pontal de Paranapanema, no noroeste do Estado.
Hoje, são seis mil famílias assentadas, mas ainda há muito a fazer. Entre a desapropriação e o assentamento das famílias, é um calvário, leva anos, disse Rainha. E é essa lentidão por parte do Estado que gera os conflitos e a violência contra os trabalhadores da área rural, completou.
Além de agilidade no processo de reforma agrária e da contenção da violência, o MST foi pedir a liberação de crédito para construção de moradia no meio rural, próximo aos assentamentos.
O governador Alckmin anunciou vai liberar uma carta de crédito, pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para atender aos assentados. Alckmin anunciou também, mas não citou o valor, um financiamento para a área de fruticultura, e ainda para cursos de qualificação e requalificação profissionais. A criação de uma ouvidoria estadual para atender a reforma agrária, no entanto, será objeto de estudo.
Alckmin lembrou que o governo paulista já conta com duas ouvidorias, na secretaria da Justiça e no Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). Vamos verificar se é interessante criar uma ouvidoria só para reforma agrária ou se as duas que existem podem fazer esse trabalho, disse Alckmin.


