Guarantã, SP, 26 (AE) - Um grupo de 200 sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra(MST) ocupou hoje pela manhã a prefeitura de Guarantã, no interior de São Paulo. A intenção é pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a apressar a vistoria da Fazenda Coqueirão, que definirá se a área é ou não passível de reforma agrária. Os sem-terra reivindicam o assentamento na fazenda, de propriedade da família Ribas, invadida em novembro de 1997.
Os manifestantes chegaram ao paço municipal por volta das 9h30 e tomaram todas suas dependências, impedindo que funcionários saíssem e contribuintes entrassem. Animados por uma sanfona, afirmaram ao prefeito Antônio da Silva Rocha (PSDB) que só pretendem deixar o prédio quando puderem retornar à fazenda, de onde saíram há um mês para possibilitar a vistoria. Apesar de pacífica, a manifestação teve momentos de tensão, mas funcionários encarragados da vistoria estiveram no local para ouvir as reivindicações e encaminhar providências.
Ao saírem da fazenda, os sem-terra montaram suas barracas na margem da rodovia SP-333, para onde não querem voltar. Alegam que ali ficam expostos a perigos e, além disso, querem voltar a cultivar hortaliças e desenvolver outras pequenas atividades de subsistência até que ocorra o assentamento. Até o final da tarde, o prédio da prefeitura continuava ocupado. Rocha espera que o superintendente do Incra, Luiz Moraes Neto, em viagem pela região, encontr uma fórmula para resolver o problema.
O grupo que ocupou a prefeitura é o mesmo que no mês passado promoveu manifestação junto ao fórum local e por diversas vezes fechou o tráfego nas rodovias da região. O motivo é sempre o mesmo: apressar o Incra na desapropriação das terras para assentamento.

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