Sem-terra ocupam fazenda em Lindoeste
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terça-feira, 08 de abril de 2003
Agência Estado 
Curitiba - Aproximadamente 80 pessoas, segundo a Polícia Militar, ocuparam, na madrugada de sábado, a Fazenda Alvorada, em Lindoeste, a 550 quilômetros de Curitiba, no oeste do Paraná, instalando barracos de lona preta na entrada principal. Elas disseram não pertencer ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nem a qualquer outra das organizações de agricultores ou de sem-terra da região. ''São colonos da redondeza que alegam que a documentação da fazenda estaria irregular'', disse o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, coronel Amauri Ferreira de Lima.
O proprietário da fazenda, o ex-deputado federal Edi Siliprandi, não foi encontrado. Ele já conseguiu mandado de reintegração de posse na 2 Vara Cível de Cascavel. O comandante da PM disse que policiais estiveram na propriedade com o oficial de Justiça, mas os invasores recusaram-se a deixar o local. Até ontem à tarde, o juiz ainda não havia requisitado força policial para cumprir sua ordem.
O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, disse que a fazenda, de cerca de 850 hectares, foi vistoriada pelo órgão e considerada produtiva. Além disso, tecnicamente ela é imprópria para a reforma agrária, em razão da topografia.
São Paulo - Cerca de 200 famílias de sem-terra de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo, ocuparam ontem de madrugada a Fazenda Santa Guilhermina, na divisa com Espírito Santo do Pinhal, a quinta área ocupada (três públicas e duas particulares) pelo grupo desde o início do mês passado. As famílias haviam deixado um terreno particular no bairro Ipê, em Mogi-Guaçu, obedecendo a uma ordem judicial de reintegração de posse.
Recife - Cerca de 500 integrantes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) ocuparam ontem a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Recife por oito horas, como forma de pressionar o atendimento a uma pauta de reivindicações que incluem vistoria de áreas ocupadas e reestruturação de assentamentos. Os manifestantes deixaram o Incra depois de uma reunião com o superintendente do órgão, João Farias, que pediu 30 dias para levantar informações sobre as áreas requisitadas. O Incra não funcionou ontem porque os servidores aderiram à greve nacional, de 24 horas dos funcionários públicos federais.
Em Vicência, na Zona da Mata Norte, a 110 quilômetros da capital, trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), bloquearam a BR-408 em protesto pela falta de transporte escolar das crianças de assentamentos e acampamentos da região. O bloqueio, feito com barricada de pneus, foi feito pela manhã e durou quatro horas.


