Porto Alegre, 05 (AE) - Duzentos trabalhadores sem-terra ocuparam nesta madrugada a fazenda Santa Júlia, em Júlio de Castilhos, a 394 quilômetros de Porto Alegre, na região central do Rio Grande do Sul. Com 1.156 hectares, a fazenda está em processo de desapropriação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST/RS) informou que o objetivo é pressionar o governo federal a "acelerar a reforma agrária" no Estado.
"Neste ano nenhuma família foi assentada", disse Jonas Iora, um dos coordenadores do MST/RS. Os invasores saíram do acampamento de Tupanciretã, um município vizinho, onde vivem 800 famílias de sem-terra. Não há notícia de incidentes. "Queremos garantir aquela terra, onde poderiam ser assentadas de 50 a 60 famílias", disse Iora.
Outros motivos da ocupação seriam assegurar alimentação para as quatro mil famílias de sem-terra acampadas em Tupanciretã, Catuípe, Hulha Negra, Santo Antonio das Missões e São Luiz Gonzaga; liberar recursos federais de custeio e investimento para os assentamentos, além de assistência técnica; e reivindicar a vistoria, pelo Incra, das fazendas com mais de cinco mil hectares.
A Santa Júlia foi declarada de interesse social para reforma agrária em 22 de junho. Segundo o Incra, a área pertence à empresa Sogesta S.A. FINAL AY

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