Belém, 26 (AE) - Cerca de 1,6 mil famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra (MST) ocuparam, hoje, a Praça do Mogno, localizada dentro das dependências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Marabá, no sudeste do Pará. Os sem-terra exigem o cumprimento de uma extensa pauta de reivindicações, apresentadas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em novembro do ano passado, durante reunião com Maria Oliveira, Pedro Tomaz, Cleyr Pedrosa e Serafim Bezerra, dirigentes do órgão em Brasília.
As reivindicações incluem construção de escolas, postos de saúde, estradas, eletrificação rural e crédito para o plantio. No total, seriam mais de R$ 300 milhões em recursos. O orçamento do Incra no sul do Pará para este ano é de R$ 45 milhões. Segundo o coordenador do MST na região, Eurival Martins
até sexta-feira cerca de 10 mil lavradores, assentados pelo instituto em 200 fazendas da região, estarão acampados no local. Os manifestantes armaram barracas de lona, têm comida e água suficientes para permanecer 20 dias na sede do órgão. E avisam: A ocupação é por "tempo indeterminado".
O superintendente do Incra na região, Vitor Hugo da Paixão Melo, informou ter comunicado a ocupação ao ministro Raul Jungmann e à direção do instituto em Brasília. Ele pediu à Polícia Federal que faça a segurança da sede, mas até o final da tarde de hoje nenhum policial havia aparecido no local. "A tensão aqui está aumentando e eu, sinceramente temo uma invasão dos escritórios", afirmou. Se isso ocorrer, segundo ele, a sede será fechada e os funcionários liberados.

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