Curitiba- Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) acamparam ontem em frente a agências do Banco do Brasil em vários municípios do Paraná. As instituições funcionaram normalmente. Eles protestam contra a falta de recursos para plantio e infra-estrutura, lentidão nas vistorias e desapropriações de terra e pela aprovação da lei que proíbe o cultivo, industrialização e comercialização de produtos transgênicos no Estado, em avaliação na Assembléia Legislativa.
Segundo o coordenador regional do MST no Paraná, Roberto Baggio, a manifestação deve se estender por toda a semana. Em nota, o MST critica o governo federal. ''Já se passaram 10 meses do início do novo governo e até agora não temos nenhuma resposta concreta à nossa pauta de reivindicações apresentada às autoridades federais em janeiro de 2003.''
O MST diz que no Paraná há 16 mil famílias assentadas, ''abandonadas sem nenhuma tipo de apoio creditício para o plantio da próxima safra e sem assistência técnica há mais de 5 anos''. Entre os pedidos do MST estão a liberação imediata de R$ 2.500,00 por família assentada e renegociação das dívidas. Também pedem assentamento das 14 mil famílias acampadas no Paraná, liberação de R$ 23 milhões para obras de infra-estrutura e contratação de técnicos para atuarem nos projetos de assentamento.

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