Sem-terra interrompem tráfego na Castelo Branco
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quarta-feira, 26 de maio de 1999
Por Rogerio Wassermann 
São Paulo, 27 (AE) - Cerca de mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) interromperam hoje, por cerca de duas horas e meia, o tráfego na Rodovia Castelo Branco, que liga São Paulo a Sorocaba. O protesto foi contra as desocupações nos acampamentos no norte do Paraná, promovidas pelo governo desde o início do mês.
Segundo João Paulo Rodrigues, da coordenação estadual do MST, nos últimos dias foram desocupadas 13 fazendas na região de Querência do Norte e 41 lideranças locais do movimento teriam sido presas.
"O governador Jaime Lerner (PFL) está montando uma estrutura de guerra lá e já gastou mais de R$ 2 milhões desde o dia 6 de maio", afirmou Rodrigues. "Algumas famílias com mais de dois anos de acampamento foram despejadas", disse. Segundo ele, três integrantes do MST no Paraná estariam internados após terem sido espancados pela polícia.
O protesto começou por volta das 15 horas, quando um grupo de sem-terra acampado ao lado da rodovia, na altura do quilômetro 99, em Porto Feliz, interrompeu o tráfego nos dois sentidos, atendo fogo a pedaços de madeira. Até as 17h30, quando o tráfego foi definitivamente liberado, houve três liberações parciais, a pedido da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
Segundo o tenente João Batista de Oliveira, da PRE, os líderes da manifestação foram identificados e terão de responder à Justiça pelos prejuízos eventualmente causados pela interdição da rodovia.


