Sem-terra iniciam jornada de luta pela reforma agrária
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de mil trabalhadores sem-terra de acampamentos e assentamentos de todo o Estado chegaram ontem a Curitiba para participar da Jornada de Lutas e Negociações, que acontece em todo o País. Os agricultores vão ficar durante toda a semana na Capital. Está prevista para hoje uma série de protestos em todo o Paraná, inclusive com a interdição de rodovias. Os agricultores não divulgaram em quais regiões as manifestações vão ocorrer.
A jornada de lutas é realizada em memória aos 21 sem-terra assassinados no massacre no município de Eldorado de Carajás (PA), no dia 17 de abril de 1996, num confronto com policiais militares. Esta data se tornou oficialmente o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Somente no Paraná são mais de 28 mil famílias sem-terra distribuídas em 319 assentamentos e 113 acampamentos. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), cerca de 6 mil famílias ainda estão acampadas em situação precária.
O primeiro passo da mobilização do MST foi a entrega da pauta de reivindicações para a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). ''Nós cobramos tanto do governo federal quanto do estadual a agilidade nos processos de reforma agrária, que se encontra paralisada no País'', destacou Salete Mariani, da direção estadual do movimento.
Os agricultores também exigem assistência técnica para as famílias assentadas, infraestrutura para os assentamentos: como crédito, habitação e renegociação de dívidas, além da construção de escolas na áreas de reforma agrária, e acesso a cultura. Os integrantes do MST estão acampados no Ginásio do Tarumã, onde permanecem até sexta-feira.
Segundo o superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, questões pontuais sobre os assentamentos no Estado serão discutidas durante as reuniões com integrantes do MST durante esta semana.


