Sem-terra iniciam desocupação
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quinta-feira, 10 de julho de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As cerca de 35 famílias de trabalhadores rurais sem-terra que haviam invadido a Fazenda Palmeira, em Reserva (98 quilômetros ao norte de Ponta Grossa), começaram a desmontar ontem o acampamento. O proprietário da área, Renato Antônio Yamasita, obteve a reintegração de posse, que foi comunicada anteontem pelo oficial de Justiça. Os sem-terra pediram 24 horas para desocupar a fazenda, mas por conta do mau tempo, a juíza de Reserva, Adriana de Lourdes Sinette Andrade, decidiu estender o prazo.
A desocupação pacífica está sendo acompanhada pela Polícia Militar (PM). As famílias estão voltando para o acampamento onde estavam anteriormente, em um espaço cedido pelos agricultores do assentamento Barra Mansa, também no município de Reserva.
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Ponta Grossa, Celso Rodrigues, disse que a ocupação da fazenda Palmeira foi uma decisão isolada daquelas famílias, estimuladas por interesses de terceiros e não por orientação do movimento. Para o MST ''a área não é interessante por ser muito pequena''.
De acordo com informações do governo, essa é a sétima desocupação pacífica este ano. Já foram cumpridos mandados de reintegração de posse das fazendas Santa Luzia e Alvorada, em Lindoeste (50 quilômetros ao sul de Cascavel), de uma área urbana, em Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba, da estação experimental do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Xambrê (22 quilômetros a oeste de Umuarama), da fazenda-modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Ponta Grossa, e da fazenda Pitanga, em Uniflor (49 quilômetros ao norte de Maringá).


