Sem-terra impedem acesso à agência da CEF de Umuarama
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segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Umuarama Cerca de 230 sem-terra bloquearam ontem a entrada de funcionários e clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) de Umuarama, em protesto contra a política nacional de reforma agrária. Na pauta de reivindicações, que seria entregue a um funcionário do Incra e a um representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), consta como principal item o pedido de vistoria em pelo menos 10 fazendas da região.
''Segundo a liderança do movimento, essas fazenda estão localizadas em uma faixa pertencente à União, por isso reivindicam a vistoria, já prevendo o processo de desapropriação'', relatou o tenente Carmelito dos Santos. A PM designou 50 homens para acompanhar o desdobramento do protesto. ''Mas não tivemos problema, o movimento é pacífico'', prosseguiu o oficial.
De acordo com o tenente, os sem-terra pertencem ao Movimento Social pela Terra, organização regional sem vínculos com o tradicional Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A maioria deles vive atualmente em dois acampamentos da região, o Unidos pela Terra e o Rio Berinhos, ambos no município de Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama).
Os funcionários de alto escalão da CEF trabalharam normalmente. Somente o atendimento ao público permaneceu interrompido durante o dia. Para pagar suas contas, os clientes foram orientados a procurar casas lotéricas credenciada pelo banco.


