Apesar de a força policial que fez o despejo não ter usado da violência física e de nenhum sem-terra ter sido morto ou ferido, muitos estão apavorados com o despejo. É o caso de Teresinha Magalhães de Souza, de 30 anos. Grávida de 5 meses, ela foi despejada da Fazenda Tranval, juntamente com dezenas de outras pessoas. Depois do despejo, Teresinha foi alojada pela cooperativa do Movimento Sem-Terra (Coana), em Querência do Norte.
‘‘Foi um terror. A Polícia chegou ao nosso barraco eram umas 4 horas da madrugada. Eu, meus quatro filhos, uma companheira, seu marido e os dois filhos estávamos dormindo’’, contou a sem-terra, esclarecendo que o marido não estava no acampamento.
Teresinha revelou que os policiais mandaram que arrumassem as crianças e saíssem do barraco. Todos foram deitados no pasto até o começo da manhã. Depois, foram colocados em um caminhão e levados para a cidade. Ainda de acordo com a sem-terra, a Polícia queria levar os despejados para Foz do Iguaçu. ‘‘Não aceitamos. O que queremos é terra para trabalhar e não passear em Foz’’, enfatizou Teresinha, revelando que o deputado Padre Roque (PT/PR) negociou com o comando da operação e o convenceu de que as pessoas têm o direito de ir e vir e decidir onde querem viver.
‘‘Diante do Padre Roque eles decidiram soltar a gente no centro da cidade. O MST nos trouxe para cá. Agora não sabemos o que fazer. Sabemos apenas que não vamos desistir do sonho de um pedaço de terra’’, enfatizou a sem-terra.

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