Recife - A Organização Luta no Campo (OLC) promoveu ontem mais duas invasões em fazendas de Caruaru, no agreste pernambucano. Foram sete ocupações em cinco dias e a meta do movimento é chegar a 35 ocupações, com a participação de 3 mil famílias, até o dia 25, quando se comemora o dia do trabalhador rural.
Segundo o dirigente da OLC, João Santos, a ''jornada de luta pela terra'', iniciada no dia 2, pretende pressionar o governo a acelerar a reforma agrária. ''A meta do governo é tímida e irrisória e, da forma como está sendo implantada, vai se levar 83 anos para fazer a reforma agrária do País'', afirmou.
Foram invadidas hoje a fazenda Lagoa do Thomaz, de 320 hectares, e a fazenda Nossa Senhora de Fátima, de 380 hectares, ambas em Caruaru. No total, 140 famílias acamparam nas duas áreas. As outras ocupações foram na zona da mata municípios de Quipapá, Vitória de Santo Antão e São Benedito.
A Organização Luta no Campo (OLC) é o mais novo dos 14 movimentos de luta pela terra em Pernambuco. Criado em janeiro deste ano, é uma dissidência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape) e tem o apoio de 52 sindicatos rurais em todas as regiões do Estado. Liderada por João Santos, ex-diretor de política agrária da Fetape, a OLC não tem ligação com o MST.

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