Com o slogan ‘‘Pátria livre, esta terra é nossa’’, os sem-terra do Rio farão marcha popular, no feriado de 7 de setembro, desfilando pela Avenida Presidente Vargas, no centro, logo atrás da parada militar que comemora o Dia da Independência.
Marchas populares semelhantes estão sendo organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e centrais sindicais em Porto Alegre e Belo Horizonte. A intenção dos organizadores é aproveitar o público que assistirá ao desfile militar e fazer o ‘‘desfile dos excluídos’’. Este ano, as manifestações do Grito dos Excluídos, que sempre acontecem em 7 de setembro em todas as capitais, terão como tema principal o plebiscito sobre a dívida externa organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A palavra de ordem será ‘‘Progresso e vida, pátria sem dívida’’.
No município de Campos, no norte fluminense, os sem-terra e sindicalistas farão seu próprio desfile no meio da parada militar que acontece no centro. ‘‘Reunimos um grupo com sem-terra, petroleiros, professores e já há três anos entramos no meio da parada; a gente entra e pronto, até hoje não houve nenhum problema e a população aplaude’’, conta Marina dos Santos, que pertence às direções estadual e nacional do MST.
Segundo Marina, alguns grupos de sem-terra do Rio irão à manifestação da capital, mas a maior parte ficará nos municípios do interior, por causa da votação da dívida externa. ‘‘Vamos levar urnas para votação em várias manifestações e por isso o número de manifestantes sem-terra na capital será menor’’, diz a dirigente. O coordenador nacional do MST João Pedro Stédile estará hoje no Rio para acompanhar o andamento do plebiscito.

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