Antônio Cardoso Sales, Flavio Lúcio da Silva e Genésio Castro de Souza, todos de Teodoro Sampaio, tiveram que sair correndo da sede da fazenda São Domingos, onde, conforme disseram, estiveram por engano. ‘‘Fomos informados de que aqui estavam distribuindo terras’’, disse um deles. Eles desceram de uma Caravan e caminhavam em direção aos fazendeiros quando foram interrompidos pelo dono Osvaldo Fernandes Paes.
Rapidamente formou-se um tumulto, com diversos pecuaristas ameaçando agredi-los. O vice-presidente da UDR, Guilherme Prata mandou que saíssem. Quando já estavam chegando no carro foram novamente cercados e expulsos.
Cumprindo o que havia anunciado, a Polícia Militar montou rígido esquema de segurança para evitar a retomada das invasões pelos sem-terra. Em diversos bloqueios nas estradas, foram apreendidas algumas armas e retidas ferramentas de trabalhadores.
O pecuarista Álvaro Lucas Medeiros, de Presidente Prudente, foi detido por porte ilegal de uma pistola semi-automática. Ele apresentou um porte de armas do Paraná, o que, segundo a PM, só tem validade no Estado. Dois ônibus que transportavam sem-terra para a assembléia foram retidos e só liberados depois que os ocupantes concordaram em deixar sob a guarda da PM, enxadas, facões e machados que transportava.

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