Curitiba- Dois grupos de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que estavam marchando havia 17 dias, encontraram-se ontem em Francisco Beltrão, a 460 quilômetros de Curitiba, no sudoeste do Paraná. As 200 pessoas de cada grupo uniram-se a outras 200 de municípios da região para um ato na praça central da cidade, em protesto contra o que consideram a ''criminalização'' dos movimentos sociais. À tarde, eles participaram de uma audiência no auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
Um dos grupos saiu de Capanema e percorreu 185 quilômetros, enquanto o outro
partiu de São Jorge do Oeste caminhando por 195 quilômetros. Entre os participantes do ato público e da audiência, em que foram apresentados relatos de sem-terra que teriam sofrido violações aos direitos humanos, estava o coordenador da Frente Parlamentar da Terra, deputado federal Adão Pretto (PT-RS).
Segundo a direção do MST no Paraná, a marcha também serviu para chamar a atenção para a necessidade de mais rapidez no processo de reforma agrária.

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